O Despertar do Cristo Interno - 3ª

sexta-feira, 22 de maio de 2009

cristo

A agregação de quatro forças faz uma manifestação crística. Do chakra cardíaco, projeta-se personificação de justiça. Do chakra cardíaco projeta-se personificação do amor, da sabedoria, do poder. São arquétipos, são seres psíquicos criados por nós. Tais seres se manifestam em nós como portavozes, porta-vozes do Cristo. Todo e qualquer lugar em que alguém manifeste o Cristo, essa pessoa terá esses quatro elementos.

No entanto, é preciso lembrar-se de uma coisa: o Cristo é composto de quatro, mas, dessas quatro, a força predominante é o amor. Quer dizer, a manifestação crística é meiga, é doce, é serena, é terna, é cheia de compaixão. Esta é a manifestação de Cristo. Ela é aquela quesente a vida de  tudo pulsando em si mesmo.

No entanto, quando a dor de ver a dor do próximo começa a crescer, uma força precisa interceder para que a manifestação crística não se auto-destrua pela dor daqueles que sofrem. Essa força que intercede para proteção chama-se justiça, compreensão da justiça suprema.

Um ser que ama extremamente a tudo que vive, quando vê algum ser vivo sofrendo, sentindo a dor, a agonia, a desespero, a miséria, só consegue permanecer em paz, em equilíbrio, ao invés de desenvolver uma dor aguda, desenvolvendo uma compaixão serena, uma compaixão compreendida vinda da compreensão da justiça, sabendo que nenhum ser sofre em vão, sabendo que existem leis que impulsionam a cada ser vivo, que está acertando, que está errando, a evoluir. E essas leis tanto podem proporcionar sofrimento como
felicidade.

Então, o Cristo compreende isso. Por isso ele consegue suportar a dor de qualquer ser em si mesmo, sem entrar em desespero. Jesus teve esse dom. Um ser que conseguiu suportar a dor de muitos e não fugir, escondendo-se, e, sim, enfrentar e ajudar. Porque para quem começa a sentir o amor, ver alguém sofrendo dói, dói no coração. É uma dor profunda, que vai lá no âmago do ser e gera uma vergonha, uma vergonha de ver o sofrimento alheio e não fazer nada, porque a pessoa tem medo, não sabe como.

Então, é um passo difícil da nossa evolução, que a justiça, ao dosarmos ali, junto com esse amor incondicional, começa a formar o Cristo. Ainda não está formado. Só justiça e amor ainda não formam o Cristo. É preciso ter a sabedoria para discernir. Quem começa a desenvolver o Cristo e não o dosa, ele deixa de ser Cristo e pode entrar em desequilíbrio. O Cristo verdadeiro é o equilíbrio.

Então, Jesus, como um exemplo terrestre de ser que manifestou em si a personificação crística - ele conseguiu juntar, de forma incrivelmente harmônica, as quatro forças: amor, justiça, sabedoria e poder -, foi esquecido ou mal interpretado por diversas religiões, que, ao se constituírem, acabaram cultuando bem mais a si mesmas do que ao Cristo ou, então, cultuaram tanto Jesus que esqueceram a personificação de Cristo, coisa que Jesus tinha  a intenção de que nunca fosse esquecida.

Esse ser que muitos conheceram como Jesus hoje em dia não adota mais esse nome, a não ser para aqueles que o conhecem com tal nome. Ele continua existindo, continua governando o planeta Terra. Enquanto aqui estiver na era do amor, na era do Cristo, ele continuará governando o planeta. Ele irradia o seu amor para todos os seres. É um amor pleno de sentimentos, pleno de justiça, de sabedoria e de poder para atuar para que as leis da vida sejam cumpridas.

Qual foi a missão de Jesus aqui na Terra? Está sendo. Não foi com esse sentido de coisa do passado. Aqui está um ser humano. Um ser humano que tem no coração um microcosmo, um universo inteiro, com seres vivos manifestando-se. Aqui, desse microcosmo, no interior do coração do ser, projeta-se uma fagulha fina de energia. Essa fagulha vai para a sua essência,  sua Monada, espírito ou aquilo que nós, espiritualistas, muitas vezes chamamos de eu superior, eu interno. Hoje, vamos ver qual é a diferença, se Cristo e eu superior são amesma coisa. Não são a mesma coisa.

Então, aqui temos o eu superior. Depois, temos aqui o Cristo cósmico manifestado para a pessoa. Esse Cristo cósmico recebe energia do Cristo planetário. Quer dizer, esse Cristo que chamamos de cósmico não é cósmico. Ele é o Cristo do planeta Terra, que irradia-se sobre a cabeça daquele que é um iluminado. Irradia-se sobre o topo da cabeça.

Todo iluminado crístico, a partir do nível crístico, se tivermos clarividência ou depois que desencarnamos e vamos para uma dimensão astral mais sutil, podemos facilmente ver sobre a cabeça de tais seres uma galáxia flutuando acima da cabeça, um disco galático projetando um raio vertical, um raio luminoso vertical que desce sobre a cabeça e em volta de todo o corpo do ser iluminado.

0 comentários:

Enviar um comentário

 
*AO ENCONTRO DA ALMA* | by TNB ©2010