O Despertar do Cristo Interno - 6ª

sexta-feira, 22 de maio de 2009

cristo

Portanto, mesmo Jesus, mesmo Buda, mesmo Krishna, mesmo os arcanjos e anjos e serafins e querubins e mestres ascensionados, mesmo que fizessem uma grande roda em volta de você e irradiassem Cristo, se o seu Cristo interno não estiver desejando despertar, eles não conseguiriam acordar esse menino dorminhoco, porque só a essência manifestada em nós consegue fazer isso. Só a nossa própria essência.

Gente, a Terra está precisando de Cristo em nós, porque aquele que não assumir Cristo em si, independente de religião. Não estou combatendo nenhuma religião, nem incentivando alguma religião. Cristo independe disso. Cristo é amor. Cada vez que você deseja que todo mundo seja feliz, que todo mundo compreenda e conheça e respeite as leis da vida, não por temor mas por compreensão, vocês está sendo uma manifestação de Cristo. É quando você acorda pela manhã e pensa "o que vou fazer de bom hoje pela vida, não só por mim?" Aquele ser que só pensa em si mesmo está muito longe do Cristo.

E não teremos como fazer contato com o nosso próprio eu superior sem desenvolver o Cristo interno. É impossível. Muitas pessoas clamam por Deus e outras dizem que ele não existe, que é mera ficção daqueles que sofrem. Mas Deus existe e está dentro de nós. Ele está fora de nós. Ele está além de nós. Mas, para a gente sentir e ter esse contato maravilhoso com ele é preciso que a gente desenvolva essas quatro forças dentro de nós. E, depois, poderemos receber essas forças do cosmo. O cosmo, o macrocosmo, o mundo exterior estará sempre nos irradiando mais força crística.

Para ter idéia do que é a força crística: é a força que faz os átomos se agregarem. Isso que chamamos de gravidade, na verdade, é Cristo. É. Isso é Cristo, é amor. Como a Terra sabe que não temos condições de viver sem ela ainda, o amor dela nos atrai. E nós sabemos que não temos condição de viver sem ela - quando falo "nós", são nossas partículas, nossos átomos, nossa moléculas - ela nos atrai, como nós nos atraímos por ela.

Acho que alguém aqui já deve ter ouvido falar em levitação. Todo santo que está em êxtase crístico pode levitar. Na História, registrou-se diversos santos que levitavam. Francisco de Assis é um exemplo de santos que levitavam. Francisco de Assis, na vida como Francisco de Assis, teve uma dádiva: a dádiva de incorporar por um tempo considerável o Cristo. Nós podemos irradiar o Cristo. Agora, incorporar Cristo só quando um ser se renuncia, renuncia o próprio ego, renuncia seu nome, renuncia sua roupa carnal, seu corpo, renuncia seus interesses pessoais, seus apegos afetivos, renuncia sua mãe, seu pai, seus irmãos, seus amigos, renuncia a tudo por amor crístico.

Ao renunciar a tudo, o amor da pessoa é tamanho que a terra observa que ele já sabe se cuidar. E ele deixa o apego morrer. E, aí, a gravidade não tem mais poder sobre ele, porque ele já tem a sua própria gravidade. Quer dizer, há aí uma neutralidade de forças. A força magnética do corpo da pessoa se transforma em uma com a força magnética da Terra. Não há mais atração. Começa a haver até uma certa repulsão, não por ódio mas por estar similar, um magnetismo similar, e a pessoa levita.

No caso de São Francisco de Assis, ele começou despertando o Cristo interno, fazendo coisas amorosas, justas, sábias, usando o poder que tinha para o bem. Depois, com o passar do tempo, ele foi dando conta de incorporar o Cristo. Eu gostaria que ficassem distintos esses três elementos. Primeiro, desenvolvemos o nosso Cristo interno. Depois, podemos estar com o Cristo em desenvolvimento, mas nem sempre ele está incorporado em nós, que dizer, se manifestando em nós. Ele pode ficar assim: o Cristo nos influencia e a gente faz por ele. Quando a gente desejar deixar que ele faça através de nós, aí, a gente o incorpora. É diferente de apenas desenvolvê-lo e irradiá-lo.

Você é ele. Você não é um intermediário dele. Então, isso precisa ficar bem claro. A diferença entre você ser um intermediário. Digamos, o Cristo vê uma pessoa sofrendo e dá aquela irradiação de amor para você e você vai lá e ajuda aquela pessoa que sofre por amor. Você ainda não está incorporado pelo Cristo. Você está sendo conduzido pelo Cristo, orientado. Agora, quando você se entrega plenamente ao Cristo, não tem mais nenhum interesse pessoal, aí, ele incorpora em você.

Quando ele incorpora em você, você entra em perfeita sintonia com o Cristo cósmico e entra em êxtase crístico, que chamamos também de Samadhi, estado de beatitude espiritual. Nesse estado maravilhoso, um ser pode dizer como Jesus: "Não sou mais eu quem vivo e, sim, o Pai que vive em mim ou Deus que vivem em mim." Porque não era mais ele, o ego dele, o Jesus transitório. Ali era o Cristo. Era a força do amor, da justiça, da sabedoria e do poder cósmico.

É a força que faz os átomos se agregarem. É a força que faz a Terra ter gravidade, que faz a Terra se movimentar em torno do Sol, que faz o Sol brilhar, que faz a Galáxia girar, que cria os mundos e que dilui os mundos. Não existe força superior à do Cristo. Portanto, nós podemos despertar em nós. E, depois, poderemos até chegar ao nível de Jesus, de sermos até confundido com o Cristo, Jesus Cristo, Jesus, aquele que assimilou em si o Cristo.

E, aí, amadurecer ao nível búdico, que é onde o amor já amadureceu totalmente e vai buscar um contato mais profundo com a essência através da compreensão da vida. Depois da compreensão, vem a execução da vida. Aí, se precisa do nível da justiça. E, nessa execução, também se precisará do nível do poder.

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