Glândulas Sexuais

terça-feira, 28 de julho de 2009



7. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS MASCULINAS

7.1 AS GÔNADAS MASCULINAS - OS TESTÍCULOS

O testículo é composto por até 900 túbulos seminíferos enovelados, cada um tendo em média mais de 0,5m de comprimento, nos quais são formados os espermatozóides. O espermatozóide maduro é formado por uma cabeça, um corpo intermédio e uma cauda. Os espermatozóides podem chegar a viver três dias no interior do aparelho genital feminino.

Os testículos começam a fabricar os espermatozóides e este processo continua ao longo da vida. Os espermatozóides são lançados no epidídimo, outro tubo enovelado de cerca de 6 m de comprimento. A hipófíse é a glândula que controla e regula o funcionamento dos testículos.

7.2 OS ANDROGÊNIOS

Os testículos secretam várias hormonas sexuais masculinos que são coletivamente chamados de androgênios, compreendendo a testosterona, diidrotestosterona e androstenodiona. Todavia, a testosterona é muito mais abundante que as demais hormonas, a ponto de poder ser considerada a hormona testicular fundamental

7.3 SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

Puberdade: os testículos da criança permanecem inativos até que são estimulados entre 10 e 14 anos pelas hormonas gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária). O hipotálamo secreta fatores liberadores das hormonas gonadotróficos que fazem a hipófise liberar FSH (hormona folículo estimulante) e LH (hormona luteinizante).

O FSH estimula a espermatogênese pelas células dos túbulos seminíferos. Já o LH estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais dos testículos e estabelece características sexuais secundárias e elevação do desejo sexual.

7.4 A TESTOSTERONA E OS CARACTERES SEXUAIS MASCULINOS

A testosterona faz com que os testículos cresçam. Ela deve estar presente, também, junto com o folículo estimulante, antes que a espermatogênese se complete. Após poucas semanas de vida do feto no útero materno, inicia-se a secreção de testosterona.

Essa testosterona auxilia o feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e características secundárias masculinas. Isto é, acelera a formação do pênis, da bolsa escrotal, da próstata, das vesículas seminais, dos ductos deferentes e dos outros órgãos sexuais masculinos.

Além disso, a testosterona faz com que os testículos desçam da cavidade abdominal para a bolsa escrotal. Se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente, os testículos não conseguem descer e permanecem na cavidade abdominal.

A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada por uma hormona chamado gonadotrofina coriônica, formado na placenta durante a gravidez. Imediatamente após o nascimento da criança, a perda de conexão com a placenta remove esse feito estimulador, de modo que os testículos deixam de secretar testosterona.

Em conseqüência, as características sexuais interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. Na puberdade, o reaparecimento da secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a retomar o crescimento. Os testículos, a bolsa escrotal e o pênis crescem, então, aproximadamente 10 vezes.

7.5 CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS

Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a testosterona exerce outros efeitos gerais por todo o organismo para dar ao homem adulto suas características distintivas. Faz com que os pêlos cresçam na face, ao longo da linha média do abdome, no púbis e no tórax. Origina, porém, a calvície nos homens que tenham predisposição hereditária para ela.

Estimula o crescimento da laringe, de maneira que o homem, após a puberdade, fica com a voz mais grave. Estimula, ainda, um aumento na deposição de proteínas nos músculos, pele, ossos e em outras partes do corpo, de maneira que o adolescente do sexo masculino se torna geralmente maior e mais musculoso do que a mulher.

Algumas vezes, a testosterona também promove uma secreção anormal das glândulas sebáceas da pele, fazendo com que se desenvolva a acne pós-puberdade na face. Na ausência de testosterona, as características sexuais secundárias não se desenvolvem e o indivíduo mantém um aspecto sexualmente infantil.

Hormonas Sexuais Masculinos

Glândula - Hormona - Órgão-alvo - Principais ações

Hipófise FSH e LH testículos estimulam a produção de testosterona pelas células de Leydig (intersticiais) e controlam a produção de espermatozóides. Testículos Testosterona diversos estimulam o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Sistema Reprodutor induz o amadurecimento dos órgãos genitais, promove o impulso sexual e controla a produção de espermatozóides

7.6 A VIDA SEXUAL ADULTA E O CLIMATÉRIO MASCULINO

Após a puberdade, as hormonas gonadotrópicos são produzidos pela glândula hipófise masculina pelo resto da vida. A maioria dos homens, entretanto, começa a exibir um declínio lento das funções sexuais ao final da década dos 40 ou dos 50 anos. Um estudo mostrou que a média da idade para o término das relações intersexuais era aos 68 anos, apesar da grande variação.

Este declínio da função sexual está relacionado com o declínio da secreção de testosterona. A diminuição da função sexual masculina é chamada de climatério masculino.

7.7 ANORMALIDADES DA FUNÇÃO SEXUAL MASCULINA

A próstata permanece relativamente pequena durante a infância e começa a crescer na puberdade, sob o estímulo da testosterona. A glândula atinge tamanho quase estacionário por volta dos 20 anos, e não se altera até a idade aproximada dos 50 anos. Nesta época, em alguns homens, começa a involuir, justamente com a produção diminuída de testosterona pelos testículos.

Um fibroadenoma benigno prostático freqüentemente se desenvolve na próstata de muitos homens mais velhos, podendo causar obstrução urinária. Esta hipertrofia não é causada pela testosterona. O câncer da glândula prostática é uma causa comum de morte, resultando em cerca de 2 a 3% de todas as mortes masculinas.

7.8 ORQUITE GRANULOMATOSA (AUTO-IMUNE)

A orquite granulomatosa não tuberculosa é uma causa rara de aumento unilateral do testículo entre os homens de meia idade. Com freqüência, este aumento de tamanho do testículo desenvolve-se alguns meses após traumatismo. Histologicamente, esta orquite é caracterizada por granulomas, que são encontrados tanto nos túbulos seminíferos como no tecido conjuntivo intertubular.

7.9 SÍFILIS

O testículo e o epidídimo são lesados tanto na sífilis congênita como na adquirida, mas, quase invariavelmente, o testículo é o primeiro a ser lesado. Às vezes pode haver orquite sem epididimite concomitante. Microscopicamente, há dois tipos de reação: a produção de gomas ou uma inflamação intersticial difusa, esta caracterizada por edema, infiltração de linfócitos e plasmócitos.

Nos casos incipientes, as gomas podem produzir um aumento nodular e os focos de necrose branco-amarelados característicos. A reação difusa causa edema e endurecimento. Na evolução, seja a reação inicial gomosa ou difusa, segue-se uma cicatrização fibrótica progressiva, a qual, por sua vez, conduz a uma atrofia tubular considerável e, em alguns casos, à esterilidade.

Geralmente o testículo diminui de tamanho, torna-se pálido e fibrótico. As células intersticiais de Leydig são poupadas e a potência não está alterada. Entretanto, quando o processo é muito extenso, as células de Leydig podem ser destruídas, produzindo-se perda de libido. A esterilidade ocorre menos frequentemente quando a lesão é gomosa e não difusa.

7.10 CÂNCER DE PRÓSTATA

Não é nosso objetivo neste caderno abordar o tema com profundidade. A idéia é dar uma visão geral para que nosso praticante possa tomar as providências necessárias assim que tiver um sintoma inquietante. O câncer de próstata (câncer prostático) é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, depois do câncer de pele, e a segunda causa principal de morte por câncer nos homens, depois do câncer de pulmão.

A próstata é uma das glândulas sexuais masculinas. É uma glândula pequena (do tamanho de uma noz) e produz uma substância que, juntamente com a secreção da vesícula seminal e os espermatozóides produzidos pelos testículos, formam o esperma (sêmen). Está localizada em cima do reto e embaixo da bexiga.

A próstata rodeia a uretra (tubo que leva a urina desde a bexiga até o pênis). Com o crescimento da próstata aparecem dificuldades em urinar e em manter relações sexuais. Só os homens possuem próstata e seu desenvolvimento é estimulado pela testosterona, a hormona masculino. O câncer de próstata se dá com maior freqüência em homens adultos.

A próstata segue crescendo durante toda vida de um homem, e muitos deles, com idades próximas a 60 anos, apresentam uma condição chamada hipertrofia prostática benigna (HPB), muito mais comum que o câncer de próstata. Muitos dos sintomas do HPB são os mesmos do câncer de próstata. Como ocorre em muitos tipos de câncer, a detecção e o tratamento antecipados aumentam a perspectiva de cura. Além do mais, o câncer de próstata é um tipo de câncer que cresce lentamente.

7.11 SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

No seu estágio mais inicial, o câncer de próstata pode não produzir sintomas. Com o crescimento do tumor, nota-se certos sintomas como: • Dificuldades em começar e terminar de urinar • Reduzido jato da urina. • Gotejo no final da urinação. • Micção dolorosa. • Urinar pouca quantidade de cada vez e freqüentemente, especialmente à noite. • Ejaculação dolorosa. • Sangue na urina. • Incapacidade de urinar. • Dores contínuas.

8. AS GLÂNDULAS SEXUAIS OU GÔNADAS FEMININAS

8.1 OS OVÁRIOS

Os ovários são os centros endócrinos e germinativos da mulher, e a caracterizam como tal. O caráter cíclico da natureza e da fisiologia feminina é típico. Todas as ações cíclicas estrogénicas e/ou estrogénico-progesterónicas geram inúmeras transformações também cíclicas nos órgãos sexuais da mulher [genitália e mamas), em sua fisiologia e em outros setores do seu corpo.

O funcionamento das gônadas femininas está sob o controle do sistema hipotálamo-hipofisário (com o qual elas interagem em regime de "feedback") e também de fatores intraovarianos específicos. Estes últimos, entre outras ações, modulam a capacidade de resposta dos ovários às gonadotrofinas hipofisárias, que são o FSH [hormona folículo-estimulante) e o LH (hormona luteinizante).

Resumidamente, podemos dizer que a fisiologia das gônadas femininas depende das ações das gonadotrofinas hipofisárias, das próprias hormonas sexuais por elas produzidos e de fatores reguladores intra-ovarianos ainda mal conhecidos.

8.2 O ESTROGÉNIO E A PROGESTERONA

A trajetória biológica de tudo o que no corpo da mulher é caracteristicamente feminino é determinada pela trajetória biológica dos ovários ao longo da vida, uma vez que eles são a fonte básica dos estrogénios - as principais hormonas da feminilidade ao nível somático. Assim, é inegável que, durante a maior parte da vida da mulher, as suas gônadas são muito mais importantes como produtoras de estrogénios (e também de progesterona) do que de óvulos.

A maior parte do volume dos ovários se deve à camada cortical, que é a camada funcional propriamente dita. É nela que, em meio a um estroma conjuntivo também dotado de certa capacidade endócrina, se encontram os folículos ovarianos, que são as unidades funcionais básicas das gônadas femininas.

Após a ovulação, também em decorrência do pico ovulatório de LH, as células granulosas e tecais passam por acentuadas modificações morfológicas e funcionais, dando origem ao corpo lúteo. Pouquíssimos são os folículos que atingem o pleno desenvolvimento, conseguindo produzir altos níveis de estrogénios, ovular e luteinizar-se.

A imensa maioria deles está condenada à regressão e ao desaparecimento através do processo da atresia* ou morte folicular antes mesmo de completarem os primeiros estágios do seu crescimento. Como a formação de novos folículos é impossível ao longo da vida da mulher, o fenômeno da atresia folicular vai gradualmente levando ao esgotamento das gônadas femininas - esgotamento este que se completa em torno dos 50 anos, culminando com a menopausa.

Assim, os órgãos que são os centros endócrinos e germinativos da mulher estão paradoxalmente condenados ao esgotamento e envelhecimento precoce. Em decorrência da privação estrogénica pós-menopáusica, todos os órgãos e tecidos estrogénio-dependentes do corpo da mulher entram em atrofia.

Os estrogénios podem ser vistos como a principal manifestação endócrina do lado afrodisíaco da mulher, uma vez que são eles os responsáveis pela maturação sexual da mesma e pelo trofismo e boa forma de tudo o que no seu corpo é tipicamente feminino. A progesterona, à parte a sua fundamental importância na fisiologia ginecológica e no equilíbrio endócrino feminino, de certa forma pode ser vista como mais relacionada ao lado maternal da mulher.

Já os androgênios, precursores bioquímicos dos estrogénios, podem ser relacionados ao obscuro componente masculino da mulher. *Atresia folicular - processo fisiológico através do qual a maioria dos folículos ovarianos entra em regressão, morrem e desaparecem ao longo dos vários estágios do seu crescimento.

8.3 HORMONAS SEXUAIS FEMININOS

As duas hormonas ovarianos, o estrogénio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Essas hormonas, como as hormonas adrenocorticais e a hormona masculino testosterona, são ambos compostos esteróides, formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. Os estrogénios são, realmente, várias hormonas diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como uma única hormona.

8.4 FUNÇÕES DO ESTROGÉNIO

O estrogénio induz as células de muitos locais do organismo a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou mesmo a triplicar de tamanho. O estrogénio também provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz a púbis se cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de afunilada como no homem.

Provoca também o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo.

Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem ocorrem em função do estrogénio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo. O estrogénio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam" dentro de poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára.

A mulher, nessa fase, cresce mais rapidamente que o homem, mas pára após os primeiros anos da puberdade. Já o homem tem 32 e um crescimento menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos. O estrogénio tem efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o endométrio, e no ciclo menstrual.

8.5 FUNÇÕES DA PROGESTERONA

A progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. Está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos sanguíneos.

Determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do embrião implantado ou do feto em desenvolvimento.

8.6 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

A hipófise anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente nenhuma hormona gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a secretar duas hormonas gonadotrópicos. No inicio, secreta principalmente a hormona folículo-estimulante (FSH), que inicia a vida sexual na menina em crescimento. Mais tarde, secreta a hormona luteinizante (LH), que auxilia no controle do ciclo menstrual.

8.7 A HORMONA FOLÍCULO-ESTIMULANTE

Causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula a secreção de estrogénio, levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e a crescer.

8.8 A HORMONA LUTEINIZANTE

Aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, estimulando a ovulação.

8.9 CICLO MENSTRUAL

O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada das hormonas folículo-estimulante e luteinizante pela hipófise anterior (adenohipófise), e a secreção dos estrogénios e progesterona pelos ovários. O ciclo de fenômenos que induzem essa alternância tem a seguinte explicação:

1- No começo do ciclo menstrual, isto é, quando a menstruação se inicia, a hipófise anterior secreta maiores quantidades de hormona folículo-estimulante juntamente com pequenas quantidades de hormona luteinizante. Juntos, essas hormonas promovem o crescimento de diversos folículos nos ovários e acarretam uma secreção considerável de estrogénio.

2- Acredita-se que o estrogénio tenha, então, dois efeitos sequenciais sobre a secreção da hipófise anterior. Primeiro, inibiria a secreção das hormonas folículo-estimulante e luteinizante, fazendo com que suas taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia do ciclo. Depois, subitamente, a hipófise anterior começaria a secretar quantidades muito elevadas de ambas as hormonas, mas principalmente da hormona luteinizante. É essa fase de aumento súbito da secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua ruptura dentro de cerca de dois dias.

3- O processo de ovulação, que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo normal de 28 dias, conduz ao desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo, que secreta quantidades elevadas de progesterona e quantidades consideráveis de estrogénio.

4- O estrogénio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem novamente a hipófise anterior, diminuindo a taxa de secreção das hormonas folículo-estimulante e luteinizante. Sem essas hormonas para estimulá-lo, o corpo lúteo involui, de modo que a secreção de estrogénio e progesterona cai para níveis muito baixos. É nesse momento que a menstruação se inicia, provocada por esse súbito declínio na secreção de ambas as hormonas.

5- Nessa ocasião, a hipófise anterior, que estava inibida pelo estrogénio e pela progesterona, começa a secretar outra vez grandes quantidades de hormona folículo-estimulante, iniciando um novo ciclo. Esse processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher.

8.10 MENOPAUSA

Na maioria das mulheres, esse período de declínio estrogénico é acompanhado por reações vaso-motoras, alterações de temperamento e mudanças na composição da pele e do corpo. 0corre também aumento da gordura corporal e diminuição da massa muscular. A queda nos níveis de estrogénio é seguida por uma alta incidência de doenças cardiovasculares, perda de massa óssea e falhas no sistema cognitivo.

A Terapia de Reposição Hormonal (TRP) mostrou-se dúbia. Foram registrados riscos com reposição efetuada com estrogénios sintéticos e progestinas. No entanto, há grande aceitação médica com a progesterona natural em forma de creme transdérmico para tratar dos males decorrentes do desequilíbrio hormonal. A progesterona natural via transdérmica não apresenta efeitos colaterais quando usada em doses fisiológicas. 

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